Vamos falar do Aguiar-Branco. Brando? Não. Fraco. Esconde a fraqueza atrás da tal "liberdade de expressão", como se deixar tudo correr fosse virtude e não incompetência disfarçada de tolerância. Aposto que ele nunca pisou uma assembleia de condomínio. Porque quem já lá esteve sabe: um prédio com dez fogos dá mais trabalho a gerir do que meio hemiciclo, porque ali fala-se um por um, e cada queixa do prédio vira logo um ataque cardíaco em cima da mesa. É preciso pulso, não é preciso pedir por favor. Imagem ilustrativa O Aguiar-Branco não tem pulso. Tem microfone e um sorriso de quem pede desculpa por estar ali. "Ah, amigos, não sejam assim." "Peço que não façam isso." Peço, peço, peço, nunca manda, nunca corta, nunca põe ordem. E sabem o que acontece a quem só pede? É pisado. As papas são-lhe comidas todas na cabeça e ele nem dá por isso, porque está demasiado ocupado a ser simpático para reparar que está a ser ridicularizado. E enquanto isto, quem grita...
Quero escrever sobre os especialistas que vêm não sei de onde e só porque tem mestrados ou doutoramentos em comunicação, consideram que podem falar de tudo. não podem. É evidente que existe um lado muito negro nas redes sociais que é … podem falar mal mas quanto mais falarem a mais pessoas vai chegar estas barbaridades ditas. e a pessoas incautas que não tinham informação desses influenciadores. E nos estamos, de facto, ao tentar o contraditório e ao tentar demonstrar que existe uma hipocrisia tamanha, porque, não é segredo que alguns destes influenciadores e comentadores participaram em visitas organizadas por entidades ligadas ao Estado de Israel. Isso é público. O problema não é terem ido. O problema é a falta de espírito crítico quando regressam e apresentam uma visão parcial da realidade, muitas vezes sem a mesma distância que exigiriam noutros contextos. Acho que devíamos parar de partilhar ou comentar, porque, o melhor é não incendiar...