Vamos falar do Aguiar-Branco. Brando? Não. Fraco. Esconde a fraqueza atrás da tal "liberdade de expressão", como se deixar tudo correr fosse virtude e não incompetência disfarçada de tolerância.
Aposto que ele nunca pisou uma assembleia de condomínio. Porque quem já lá esteve sabe: um prédio com dez fogos dá mais trabalho a gerir do que meio hemiciclo, porque ali fala-se um por um, e cada queixa do prédio vira logo um ataque cardíaco em cima da mesa. É preciso pulso, não é preciso pedir por favor.
Imagem ilustrativa
O Aguiar-Branco não tem pulso. Tem microfone e um sorriso de quem pede desculpa por estar ali. "Ah, amigos, não sejam assim." "Peço que não façam isso." Peço, peço, peço, nunca manda, nunca corta, nunca põe ordem. E sabem o que acontece a quem só pede? É pisado. As papas são-lhe comidas todas na cabeça e ele nem dá por isso, porque está demasiado ocupado a ser simpático para reparar que está a ser ridicularizado.
E enquanto isto, quem grita mais alto, quem bate na mesa, quem desrespeita as regras, esses é que ganham palco. Ele oferece-lo de bandeja.
É este o homem que preside ao órgão máximo da democracia portuguesa. É este o presidente que "todos" escolhemos.
Escolhemos bem?
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